Eu gosto de filmes que conseguem me deixar fisicamente desconfortável. Não necessariamente porque são assustadores, mas porque conseguem fazer com que eu me coloque naquela situação e pense: “eu não conseguiria”.
Foi exatamente o que aconteceu comigo assistindo a A Queda 2: No Limite.
Depois de um primeiro filme que transformou uma torre em um dos lugares mais desesperadores possíveis, a continuação precisava encontrar uma maneira de fazer a gente sentir aquela mesma aflição novamente. E, para mim, ela consegue.
Dessa vez, o cenário muda, mas a sensação continua. Jax e Luce ficam presas em uma estrutura suspensa em uma montanha na Tailândia, e o filme aproveita cada possibilidade para lembrar que não existe lugar seguro quando você está tão longe do chão.
E eu acho que A Queda 2 entende muito bem o tipo de experiência que quer proporcionar.
Não é um filme que precisa ficar inventando grandes explicações para funcionar. Ele quer que eu fique tensa vendo uma personagem tentar atravessar uma estrutura instável, que eu imagine o que aconteceria se ela escorregasse e que eu fique esperando a próxima coisa dar errado.
E funciona.
O que mais gostei é que o filme não depende apenas de sustos. A tensão vem da antecipação. Muitas vezes, o mais angustiante nem é o que acontece, mas aquilo que eu sei que pode acontecer. Uma mão escorregando, uma estrutura balançando, um objeto caindo.




